A Abordagem que melhora a dor em apenas uma aula.
A dor ciática é uma queixa bastante comum entre alunos que buscam alívio para desconfortos musculoesqueléticos. Conhecer a anatomia do nervo ciático, suas possíveis causas de compressão e como intervir de forma adequada é fundamental para profissionais do movimento.
Anatomia do nervo ciático
O nervo ciático é o maior nervo do corpo humano. Ele se origina das raízes lombossacrais, de L4 a S3, passando pela incisura isquiática maior e abaixo do músculo piriforme. Seu trajeto segue pela parte posterior da coxa e, na altura da prega poplítea, divide-se em nervo fibular e nervo tibial, continuando até o pé.
A compressão desse nervo pode ocorrer de duas formas principais:
Em 60% dos casos pode haver dor irradiada para o membro inferior, esse quadro é chamado de lombociatalgia, que pode ser de origem radicular (exemplo: compressão por hérnia de disco) ou referida (exemplo: dor miofascial). (Campos et al.,2016)
A Síndrome do Piriforme (SP) é uma síndrome neuromuscular descrita como a compressão do nervo isquiático resultando em dor profunda na região glútea. A neurite ocorre pela frequente pressão que o nervo, em questão, sofre em virtude de sua localização anatômica em relação ao músculo piriforme. (Achite et al., 2019)
Sintomas mais comuns
A compressão ou irritação do nervo ciático pode gerar diferentes manifestações, que variam em intensidade e duração.
Causas frequentes
As razões para o surgimento da dor ciática são multifatoriais e podem estar associadas tanto à postura quanto ao estilo de vida e predisposições anatômicas.
Porque não posso alongar?
Quando o nervo ciático está inflamado o corpo cria um mecanismo de defesa para proteger e evitar lesões. Se este nervo for colocado diante de uma tensão ou estiramento, o corpo automaticamente aciona esse mecanismo de defesa instintiva, chamado reflexo neural. Assim como um elástico que, ao ser esticado, acumula tensão e, quando solto, volta bruscamente à sua forma inicial.”
Mas o que esse reflexo gera?
O que não devo fazer?
O que devo fazer?
Com o conhecimento adequado e um planejamento bem estruturado, o profissional consegue atuar sem riscos de agravar o quadro e, ao mesmo tempo, evitar crises futuras. Assim, o Pilates deixa de ser apenas um método com exercícios padronizados e se torna uma ferramenta valorosa e eficaz para oferecer melhora completa da dor e devolver a qualidade de vida à seus alunos com quadros de ciatalgia e lombociatalgia.
CAMPOS, W. de A.; KOBAYASHI, R.; STUMP, G.A.N.R.P. Low back pain: Lombociatalgia. Revista Dor, v.17, 2016.
ACHILE, B. G.B.; MARIM D.J.; TERÇARIOL S. G. Variação anatômica do nervo isquiático, sua correlação com a Síndrome do Piriforme e tratamento fisioterápico, 2019. Disponível em: https://fisiosale.com.br/wp/wp-content/uploads/2019/02/Varia%C3%A7%C3%A3o-anat%C3%B4mica-do-nervo-isqui%C3%A1tico-sua-correla%C3%A7%C3%A3o-com-a-S%C3%ADndrome-do-Piriforme-e-tratamento-fisioter%C3%A1pico.pdf. Acesso em: fev.2019
Educadora Física
Pós-Graduada em Psicomotricidade
Pós-Graduada em Anatomia Funcional Humana
Pós-Graduada em Neurociências do Movimento Humano