História do Pilates

1880

Joseph Hubertus Pilates

A Contrologia foi criada por Joseph Hubertus Pilates, “Por 25 anos, conduzi estudos científicos e práticas com meu corpo e os de meus alunos, e os resultados completos das minhas pesquisas são agora incorporados ao meu trabalho sob o nome de Contrologia. Ela representa um breve sistema de Educação Física.(JOSEPH, 2010) hoje conhecemos como Pilates, o que foi uma homenagem ao seu nome após sua morte. Nascido na Alemanha em 1880, menino de saúde frágil, teve asma, febre reumática e raquitismo, seu pai era ginasta e a mãe naturopata, o que justifica seu interesse pela prática de exercícios físicos e preocupações com a saúde. Autodidata, começou a estudar sobre anatomia, física, biologia, fisiologia, medicina tradicional e chinesa, passava horas em contato com a natureza observando o movimento dos animais.

1880
1912 – 1918

Ínicio nos esportes

Aos 14 anos já havia superado suas doenças de infância, e desenvolvido um físico que servia de modelo para desenhos, “ Provei meu caso centenas de vezes para meus alunos e pacientes” (JOSEPH, 2010). Mudou-se para Inglaterra em 1912, onde tornou-se ginasta, praticante de yoga, boxeador, artista de circo e treinador de autodefesa de agentes ingleses.

Com a Primeira Guerra Mundial, por ser alemão, foi mandado para um campo de concentração, pois era considerado inimigo estrangeiro. Lá tornou-se enfermeiro prático. Foi nessa época que Joseph Pilates desenvolveu sua técnica de exercícios com influência clara das artes marcais e do yoga. Os aparelhos foram inspirados em camas de hospitais e nas molas dos colchões que existiam naquele campo de prisioneiros.  Técnica a qual logo provou seu valor quando nenhum dos internos daquela prisão foi acometido pela grande epidemia de gripe Influenza que matou milhares de pessoas na Inglaterra em 1918.

1912 – 1918
1926 – 1945

Pós-guerra

Após a guerra Joseph Pilates retornou ao seu país de origem, a Alemanha, aperfeiçoando seus exercícios em conjunto com a polícia Alemã. Em 1926, decidiu mudar-se para Nova York. Na viagem a bordo do navio conheceu Clara, uma enfermeira que tornou-se sua futura esposa. Juntos abriram um estúdio em Nova York para trabalhar e expandir a técnica. Seus primeiros alunos teriam sido bailarinos, que buscavam ganhar forca, flexibilidade, postura e tratamento de lesões por meio da técnica. Com o tempo foi se expandindo também para as pessoas em geral, que buscam melhoria da saúde.

Joseph denominou seu sistema de exercícios como a arte da Contrologia, definindo-a como “coordenação completa do corpo, mente e espírito”, exercícios desenvolvidos com controle total da respiração, consciência, qualidade e precisão dos movimentos, tendo como centro de comando o que Joseph denominava de “caixa de força”, ou seja, músculos abdominais na manutenção da postura e controle de todos os movimentos.

Joseph Pilates escreveu dois livros, como forma de registrar sua obra, “ Sua Saúde” de 1934, e “ O Retorno à Vida pela Contrologia” de 1945.

1926 – 1945
1967

Falecimento

Faleceu em 1967 com 87 anos de idade, num incêndio no seu estúdio, tentando salvar seus equipamentos. Clara, sua esposa, continua sua obra até falecer 10 anos depois.

1967

Continuação

Com o passar dos anos outros estúdios foram surgindo, criados por alunos dele, hoje conhecidos como os Elders, que são nomes atualmente famosos e que fizeram a base de treinamento para a nossa geração do pilates, como Romana Kryzanowska e Lolita San Miguel, a única aluna de Joseph ainda viva. Alguns estudiosos seguiram apenas a técnica do que foi deixado por Joseph, protocolando processos e transformando em uma metodologia conhecida como pilates clássico, outros apresentaram adaptações e se inspiraram na essência do método, na base descrita por Joseph como liberdade de movimento “exercícios naturais – aqueles feitos em cada movimento. Essas atividades funcionais bastante necessárias, experimentadas por pessoas que têm uma vida normal, acabam com a necessidade de fazer qualquer tipo de exercício artificial.” (JOSEPH, 2010) que Joseph tanto defendia “a liberdade de ação do corpo é o mais importante.” (JOSEPH, 2010), o que nos leva ao pilates contemporâneo.